quarta-feira, 6 de julho de 2011

Religião versus Ciência


Desde as primeiras civilizações, a fé foi algo essencial para que todos pudessem viver e seguir o que se considerava certo segundo os preceitos de suas crenças. Este fato ratifica que a religião não é precoce e sempre esteve presente na cultura dos povos até a atualidade.
Depois de passados séculos a ciência surge e põe em contradição a que antes era afirmada como lei. A ciência sim! Esta poderia ser considerada como precoce, era uma nova forma de enxergar a realidade comprovando o que afirmava, desta maneira, contrariando todo um sistema de vida baseado pela fé.
Experiências com células-tronco reavivam as esperanças de muitos pacientes, elas poderiam regeneram através de sua multiplicação, órgãos ou até mesmo membros! Uma idéia um tanto utópica, já que nos laboratórios não são comuns as práticas que controlam a divisão destas células. Elas estão classificadas como totipotenciais e pluripotenciais. As totipotenciais possuem a capacidade de gerar vida (são as embrionárias), já as pluripotenciais não tem esta capacidade (são as adultas). As primeiras seriam obtidas pelo sacrifício de um embrião e as segundas através da medula óssea do próprio paciente.
 O sacrifício de um embrião é inadmissível à igreja, já que ela o considerado vida desde o seu primeiro momento. Até mesmo se o embrião não servisse mais para fertilização poderia acarretar uma grande polêmica a cerca deste assunto. De modo semelhante, o uso da camisinha também é censurado. Com o surgimento dos preservativos, que não evitariam apenas uma gravidez indesejada, mas principalmente as doenças sexualmente transmissíveis (DST) - que são uma forma evolutiva para os vírus e outros agentes etiológicos venha a ser transmitidos de modo que mantenha a segurança dos mesmos.
O aborto virou caso de saúde pública e mesmo em casos de estupro, a igreja condena. Sabe-se que é seu dever defender e preservar pelo valor da vida e qualquer método que as diversas políticas venham a criar para o controle deste evento, até mesmo o de contraceptivos, será censurado e considerado pecado. Vale salientar ainda a eutanásia, uma prática que aliviaria o sofrimento de pessoas que se encontrassem em estado vegetativo a partir de uma decisão tomada pela família deste indivíduo - a de desligar os aparelhos que o mantenha vivo.
Várias cismas ocorridas entre religião e ciência, por motivos éticos, causam grandes polêmicas. Antigamente a punição era severa, a inquisição perseguiu a muitos dos que mostravam pensamentos e práticas que eram consideradas heresias. Hoje a conseqüência primordial é a de ser excomungado. Alguns cidadãos querem ter direito de escolha, e para isso a política também entra em confronto com possibilidades de futuramente alterar a Constituição Nacional. Uma pauta bastante delicada e conflituosa.

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