quinta-feira, 14 de julho de 2011

São Longino




Ao ler o livro As Maiores Civilizações da História - pertencente à coleção História Extraordinária do Mundo - do escritor português Pedro Silva, pude  conhecer num trecho sobre o Império Romano, a trajetória de Gaio Cássio  que mais tarde ficou conhecido como São Longino. O que se pode conhecer é baseado em probabilidades e seu dia é comemorado aos quinze de julho.
Nascido na Sicília, na Itália, Gaio Cássio era um jovem de dezoito anos, filho único, ajudava seus pais através do comércio de produtos agrícolas e pretendia se alistar ao glorioso exército do Império Romano, mas ele possuía um problema na visão apesar de ter um corpo atlético. Contando com influências de amigos com um senador romano ele ingressa no referido exército.
Após sete anos de batalha o soldado já estaria desgastado e para continuar no exército teria que mudar de cargo (tornar-se-ia centurião). Desta forma foi desiguinado para cuidar de uma guarnição na Galiléia. Pôncio Pilatos, o procônsul do lugar, o encarrega para acompanhar Jesus Cristo - considerado O Messias.
Cristo foi condenado à cruz, Gaio o levou ao calvário e depois de todo o sofrimento transpassou uma lança entre suas costelas para comprovar que o homem que se intitulava O Rei dos Judeus estava morto. Em seguida jorrou água e sangue do peito de Jesus que caíram sobre os olhos do soldado que logo se abaixou para limpar-se e somente encontrou o pano que usara para umedecer os lábios do Redentor. Ao limpar os olhos percebeu que a sua falha na vista havia sido corrigida e imediatamente reconheceu que Jesus era realmente o filho de Deus.
No dia seguinte o centurião romano veio a adoecer e com o passar de um curto intervalo de tempo reconfirmou a ideia da divindade de  Cristo. Renunciou ao cargo e voltou para sua terra natal com o intuito de pregar sobre o filho de Deus, mas foi condenado à morte por ser um desertor do exército de Roma.
Crê-se que um dos motivos para sua canonização foi o fato de ter sido instrumento para o cumprimento de duas profecias, uma segundo Ezequiel (os que trespassarem verão) e outra segundo Isaías (que Jesus não teria um único osso quebrado).

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