segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Desilusão, um texto antirromântico






Quereria eu te abraçar, sentir o teu perfume, deleitando-me na ternura que é estar contigo.
Eu te amo.
Ao ver o reflexo no espelho e perceber a tua ausência tento buscar a evasão deste sentimento.
Ainda te amo.
Como esquecer alguém que possui um estereótipo mais do que admirável?
Lembro-me de ti em cada detalhe gracioso, seja no tráfego, nos meios de comunicação e nas mais belas qualidades de outrem.
Diante disto [Da referida situação] prefiro não te tocar. Isto eterniza o que sinto.
Continuarei a te amar!
Quanta hipocrisia!
Todas as minhas expectativas não lograram resultados. Seria conveniente que findássemos toda a conversa protelatória alusiva àquele nosso velho acordo, acordo este que realmente não é nosso, mas uma utopia que alimentou uma atmosfera de sinestesias que revestiu o pequeno mundo ao qual eu me alienei.

Um comentário:

  1. Adorei...vc usa de uma linguagem mais literaria...torna o texto mais gostoso prazeroso de ler...ainda mais falando de sentimento, desilusão...amor...show! parabéns esse simplesmente é nota 10.
    Ass: Gabriel

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