segunda-feira, 30 de abril de 2012

Um ano de Ideologias...


Ao ler o livro cinco minutos de José de Alencar, um romance urbano, eu pude concluir que se em cinco minutos tudo pode acontecer ou mudar o sentido das coisas, imagine em quarenta e oito horas? É tempo o suficiente para você ouvir, ver, analisar, refletir e tirar conclusões. É um tempo mágico!
No exato momento eu não sei em que pensar, em que filosofia acreditar, eu não estou com os meus pés no chão, estou aproveitando os momentos bons e vivendo sem me preocupar com tantas coisas. Eu quero sentir, eu quero provar, experimentar, enfim, eu quero manter esta sensação de liberdade, de intensidade de aprendizado e amadurecimento.
Eu me vejo ajoelhado na beira de um riacho e fazendo uma concha com as mãos, quando eu pego a água para lavar o meu rosto, eu sinto que ela está comportada em minhas mãos, eu estou segurando, mas aquilo é água corrente, está comigo mais também é passageira. Quando eu sair de lá vou perceber que aquilo que eu tinha em minhas mãos era momento e que logo aquela água seguiu o seu destino. 
Já faz um ano que eu me refugio na escrita, como não canso de falar, aprendi com Clarice Lispector que mostrar o simples através das palavras é difícil; que liberdade é pouco e o que eu desejo ainda não tem nome! Acredito que o mesmo silêncio e solidão de Cecília Meireles também me sevem de inspiração e acabo um tanto depois tendo uma visão bem realista que só o amigo Machado de Assis teve, mas sem sufocar o romantismo deixado pelo meu conterrâneo José de Alencar.

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